Estivemos em Melgaço, no Marajó (Pará), um município com mais de 15 mil km² de território, onde comunidades inteiras vivem às margens de rios, acessíveis apenas por barco. Lá, a ciência não acontece só nos laboratórios: Ela navega igarapés, sobe morros e chega onde o sinal de internet muitas vezes não alcança.
Busca ativa de hanseníase: Em parceria com equipes locais do SUS, percorremos comunidades ribeirinhas identificando casos precocemente. A hanseníase ainda é uma realidade silenciosa na Amazônia e o diagnóstico tardio pode deixar sequelas permanentes. Cada casa visitada, cada exame realizado, é ciência aplicada no território, onde ela mais precisa estar.
Projeto GenomasSUS: Estamos coletando amostras que vão ajudar a mapear a diversidade genética da população amazônica e dos patógenos que circulam aqui. Esse dado é estratégico: Permite diagnósticos mais precisos, tratamentos personalizados e políticas públicas desenhadas para a realidade brasileira .
Por que isso importa? Porque fazer ciência na Amazônia é garantir que o SUS funcione onde o Brasil é mais remoto. É levar tecnologia de ponta para lugares que o mapa muitas vezes esquece. É transformar DNA em dignidade.
No Instagram, você pode acompanhar parte dessa jornada: A equipe em deslocamento pelo território, a recepção calorosa das comunidades e o trabalho de campo que faz a diferença entre uma doença silenciosa e uma vida sem estigma.